quarta-feira, 6 de setembro de 2017
Little Witch Academia
Eu sou uma pessoa muito retrô. A vasta maioria dos animes que vejo são de 10 a 50 anos atrás. Mas existem algumas produções mais recentes pelas quais me interessei, como Jojo’s Bizarre Adventure, Boku no Hero Academia e a série deste artigo que vos escrevo.
Little Witch Academia é uma animação japonesa de 2017 produzida pelo Studio Trigger, um estúdio novo, fundado nesta década, mas já famoso graças a essa obra e a um anime chamado Kill la Kill, de 2013. Este não me chamou muito a atenção devido ao seu conteúdo vulgarizado – apesar de eu tê-lo assistido inteiro recentemente –, mas Little Witch me ganhou só pelas imagens de suas personagens carismáticas e pela premissa de uma garota atrapalhada treinando para se tornar uma grande bruxa.
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sexta-feira, 24 de março de 2017
Sakura Card Captors
Era uma bela madrugada sem muito o que fazer. Estava deitado sem sono. Foi quando me veio uma ideia à mente. Havia uma animação que assistia na infância cuja tinha poucas recordações a seu respeito. Decidi assistir ao episódio inicial por curiosidade, sem pretensão de seguir em frente com os demais. Acontece que eu adorei esse primeiro, então fui assistindo mais alguns. Quando me dei por conta, estava apaixonado. “Caramba, Vinicius! Já entregou de bandeja assim sua opinião sobre a obra?” Sim, meu amor por essa lindíssima animação é tão grande que eu não pude me conter.
Estou falando de Sakura Card Captors, adaptação de 1998 do mangá homônimo do grupo Clamp. A animação é um clássico mahou shoujo, termo japonês cuja tradução literal é garotas mágicas, um gênero de animes com protagonistas femininas que usam poderes mágicos. Diferente de grande parte das animações desse gênero, Sakura tem um foco maior na vida cotidiana, nos sentimentos dos personagens e em suas relações. Então, vamos falar mais sobre essa lindeza?
segunda-feira, 30 de janeiro de 2017
Neon Genesis Evangelion
No mundo dos animes, muitos diretores se tornaram famosos pelo conjunto de sua obra. Pode perguntar para qualquer um a respeito do Hayao Miyazaki, Isao Takahata, Satoshi Kon, Makoto Shinkai, Mamoru Hosoda, Osamu Dezaki – é muito raro alguém falar que só conhece uma animação desses caras. Porém, há um diretor considerado um dos maiores e mais conhecidos mundialmente exclusivamente por um trabalho: Hideaki Anno e sua obra-prima Neon Genesis Evangelion. Não estou dizendo que ele não dirigiu outros animes conhecidos, como Nadia: Secret of the Blue Water, mas Evangelion é indubitavelmente a fonte de todo o seu reconhecimento.
A série foi ao ar de 1995 a 1996, com 26 episódios, e causou um enorme impacto na cultura japonesa. Isso se deve aos temas filosóficos e existenciais abordados na produção, algo que não era comum de se encontrar em animes mecha da época, já que estes basicamente consistem em humanos batalhando dentro de robôs. Evangelion subverteu esse gênero ao usar as lutas apenas como plano de fundo para o desenvolvimento de temas profundos. Mas será que a série merece todo o reconhecimento que lhe é dada? Será que todo esse papo de tentar ser uma obra profunda é apenas pretensiosidade do diretor?
sábado, 24 de dezembro de 2016
Romeo's Blue Skies
Em outubro, decidi assistir a uma série dos anos 90 do World Masterpiece Theater para tirar a prova viva de que as produções eram fracas se comparadas às dos anos 70. O que ficou comprovado, no entanto, é que essa afirmação era na verdade uma baita mentira, pois Little Women II acabou se tornando uma de minhas animações favoritas do bloco (leia meu review). Com isso em vista, parti para mais uma da década de 90 que veio dois anos depois dessa para conferir se a qualidade se manteve.
Romeo’s
Blue Skies (jp: Romeo no Aoi Sora), de 1995, é uma adaptação do romance suíço Die
schwarzen Brüder (The Black Brothers). A animação nos mostra a história de um
garoto que deve sobreviver em condições precárias como limpador de chaminés em
Milão, Itália após ser vendido para ajudar sua família. Infelizmente, a
popularidade do World Masterpiece Theater já estava em declínio ao lançamento
dessa produção, o que fez com que ela contasse com apenas 33 episódios, algo
que prejudicou o desenvolvimento da história.
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domingo, 13 de novembro de 2016
Little Women II: Jo's Boys
E meu reviews sobre as animações do World Masterpiece Theater continuam! Dessa vez quis tirar a prova viva em relação às séries de 1990 do bloco, as quais li que eram consideradas muito inferiores às dos anos 70. A minha escolha talvez tenha sido um tanto incomum, já que decidi assistir a uma produção que é uma sequência de outra dos anos 80, mas procurei me certificar de que não precisava assistir à anterior para não ficar perdido. Para ser bem sincero, essa não é a primeira vez que assisto sequências antes do produto original. Fiz isso com os filmes de Rocky, Rambo e Star Trek – comecei ambas as franquias assistindo aos filmes de número 4. Agora, chega de curiosidades inúteis e vamos ao artigo.
Little Women II: Jo’s Boys (jp: Wakakusa Monogatari: Nan to Jo-sensei) é a série de 1993 do World Masterpiece Theater , baseada no romance Little Men da escritora estadunidense Louisa May Alcott. A animação se passa em uma pequena vila rural dos Estados Unidos onde está situada a escola Plumfield. É neste local que acompanhamos a vida dos diversos alunos que lá estudam, onde os vemos estudando, brincando, encrencando, amando, sonhando e crescendo.
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terça-feira, 8 de novembro de 2016
Angel's Egg
Quando descobri os filmes do Studio Ghibli, percebi que nem todos os animes eram lixo como eu pensava, já que achava que todos eram só porradaria, putaria, romances sem alma e outros artifícios clichês e desinteressantes para mim. Então comecei a pesquisar mais animações japonesas e passei por obras de diretores famosos como Satoshi Kon, Maroto Shinkai e Mamoru Hosoda (o qual já escrevi a respeito de uma obra sua aqui).
Mas tem um nome em particular que sempre encontrava em listas de grandes diretores de anime do qual nunca havia assistido um filme seu: Mamoru Oshii. Seu trabalho mais conhecido é, sem sombra de dúvidas, Ghost in the Shell, uma obra cyberpunk dita ser uma das maiores inspirações para o clássico sci-fi dos anos 90 The Matrix e que consta em quase todas as listas dos melhores filmes de anime de todos os tempos. Contudo, essa não foi a primeira obra que decidi assistir do diretor e devo dizer que este não teve muita influência em minha escolha.
Angel's Egg (jap: Tenshi no Tamago / br: O Ovo do Anjo) é uma animação de 1985 feita em parceria entre Mamoru Oshii, diretor, e Yoshitaka Amano, character designer e diretor de arte. Este segundo sujeito foi quem me atraiu à essa obra. Eu conhecia o trabalho de Amano através de suas ilustrações fantasiosas e surrealistas para a série de video-games Final Fantasy. Apesar de ter estranhado muito seus desenhos no início, logo passei a apreciá-los por seu estilo inconvencional e místico. Saber que existia uma animação com seu trabalho de arte foi o que me fez assistir Angel’s Egg, por mais que os desenhos desta produção não sejam tão abstratos como a maior parte das obras do artista.
segunda-feira, 26 de setembro de 2016
My Annette (Watashi no Annette)
Depois da experiência negativa que tive com Pollyanna (leia meu artigo), parece que tudo que eu precisava era de um pouco do ar fresco dos Alpes Suíços. É lá onde se passa a animação deste artigo que vos trago: My Annette (Watashi no Annette). Baseada no livro Treasures of the Snow da autora britânica Patricia St. John, a série de 1983 do World Masterpiece Theater nos leva para a pequena vila suíça de Rossinière em 1900, onde conhecemos a história de duas crianças e sua relação de amizade conturbada, porém bela.
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