Depois da experiência negativa que tive com Pollyanna (leia meu artigo), parece que tudo que eu precisava era de um pouco do ar fresco dos Alpes Suíços. É lá onde se passa a animação deste artigo que vos trago: My Annette (Watashi no Annette). Baseada no livro Treasures of the Snow da autora britânica Patricia St. John, a série de 1983 do World Masterpiece Theater nos leva para a pequena vila suíça de Rossinière em 1900, onde conhecemos a história de duas crianças e sua relação de amizade conturbada, porém bela.
segunda-feira, 26 de setembro de 2016
My Annette (Watashi no Annette)
Depois da experiência negativa que tive com Pollyanna (leia meu artigo), parece que tudo que eu precisava era de um pouco do ar fresco dos Alpes Suíços. É lá onde se passa a animação deste artigo que vos trago: My Annette (Watashi no Annette). Baseada no livro Treasures of the Snow da autora britânica Patricia St. John, a série de 1983 do World Masterpiece Theater nos leva para a pequena vila suíça de Rossinière em 1900, onde conhecemos a história de duas crianças e sua relação de amizade conturbada, porém bela.
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domingo, 4 de setembro de 2016
Pollyanna
Em
2014, decidi assistir, por indicação, a um filme do diretor de animação japonês
Hayao Miyazaki. Fiquei fascinado. Tive que assistir à filmografia completa
dele. Quando terminei, vi que haviam mais filmes do estúdio em que trabalhava e
fiquei me perguntando “será que esses outros são tão bons como os dele e com o
mesmo estilo de arte”?
Ano passado, foi a vez de eu assistir as séries dirigidas pelo Isao Takahata, também do Studio Ghibli, sobre as quais escrevi aqui para o Goomba (Heidi, Marco e Anne). Vi que elas faziam parte de uma coleção de séries chamada World Masterpiece Theater, composta por adaptações em animação de livros europeus e americanos que eram exibidas no Japão a cada ano a partir de 1974. Ao ver que existiam outras séries sem o envolvimento do Takahata, me veio à cabeça um pensamento igual ao do parágrafo anterior: “não sei se essas séries vão ser tão boas quanto as dele, não sei se tô afim de assistir...”.
Basicamente, o trabalho desses dois diretores é tão espetacular que eu apliquei a eles algo que apelidei de complexo de superioridade em terceira pessoa, em que desdenhava da qualidade de animações que fizessem parte de um conjunto que também contivesse trabalhos destes diretores. Logo percebi que isso era tolice minha e que devia parar de endeusá-los, por mais magnífico que fossem suas obras – eu devia dar chances para os desenhos sem o envolvimento deles.
Em relação ao Studio Ghibli, assisti a todos os filmes do estúdio e pude confirmar que alguns eram tão bons quanto os do Miyazaki e outros não. Um destes se tornou minha obra visual favorita de todos os tempos, apesar de contar com o roteiro de Hayao. Quanto ao World Masterpiece Theater, comecei a missão de assistir todas suas séries mês passado e comecei por esta deste artigo que vos escrevo.
The Story of Pollyanna, Girl of Love (conhecida mais simplesmente como Pollyanna) é a série de 1986 do World Masterpiece Theater, uma adaptação dos livros americanos Pollyanna e Pollyanna Grows Up da escritora Eleanor H. Porter. Durante o curso de seus 51 episódios, acompanhamos a vida de Pollyanna Whittier, uma garotinha órfã com uma visão super otimista do mundo que tenta compartilhar esse seu modo de enxergar as coisas com todos que passam por seu caminho.
Ano passado, foi a vez de eu assistir as séries dirigidas pelo Isao Takahata, também do Studio Ghibli, sobre as quais escrevi aqui para o Goomba (Heidi, Marco e Anne). Vi que elas faziam parte de uma coleção de séries chamada World Masterpiece Theater, composta por adaptações em animação de livros europeus e americanos que eram exibidas no Japão a cada ano a partir de 1974. Ao ver que existiam outras séries sem o envolvimento do Takahata, me veio à cabeça um pensamento igual ao do parágrafo anterior: “não sei se essas séries vão ser tão boas quanto as dele, não sei se tô afim de assistir...”.
Basicamente, o trabalho desses dois diretores é tão espetacular que eu apliquei a eles algo que apelidei de complexo de superioridade em terceira pessoa, em que desdenhava da qualidade de animações que fizessem parte de um conjunto que também contivesse trabalhos destes diretores. Logo percebi que isso era tolice minha e que devia parar de endeusá-los, por mais magnífico que fossem suas obras – eu devia dar chances para os desenhos sem o envolvimento deles.
Em relação ao Studio Ghibli, assisti a todos os filmes do estúdio e pude confirmar que alguns eram tão bons quanto os do Miyazaki e outros não. Um destes se tornou minha obra visual favorita de todos os tempos, apesar de contar com o roteiro de Hayao. Quanto ao World Masterpiece Theater, comecei a missão de assistir todas suas séries mês passado e comecei por esta deste artigo que vos escrevo.
The Story of Pollyanna, Girl of Love (conhecida mais simplesmente como Pollyanna) é a série de 1986 do World Masterpiece Theater, uma adaptação dos livros americanos Pollyanna e Pollyanna Grows Up da escritora Eleanor H. Porter. Durante o curso de seus 51 episódios, acompanhamos a vida de Pollyanna Whittier, uma garotinha órfã com uma visão super otimista do mundo que tenta compartilhar esse seu modo de enxergar as coisas com todos que passam por seu caminho.
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domingo, 5 de junho de 2016
Anne of Green Gables
O diretor Isao Takahata dirigiu três séries para o World Masterpiece Theater, o grande marco da animação japonesa em que um livro da literatura ocidental era adaptado em formato de animação (séries, geralmente com um número de episódios por volta de 50) a cada ano. Duas dessas eu assisti ano passado e escrevi artigos para o blog, sendo elas Heidi e Marco. Depois de um ano, finalmente consegui assistir a última série desse grande diretor que tanto idolatro.
Anne of Green Gables é uma produção baseada no livro homônimo de 1908 da autora Lucy Maud Montgomery, talvez o romance mais conhecido do Canadá. Nesta adaptação, temos o deleite de conhecer a história de Anne Shirley, uma garotinha órfã ruiva que é adotada por um casal de idosos (irmão e irmã) para viver em uma vilazinha rural do Canadá. A série consiste em 50 episódios que vão mostrando o crescimento dessa menina desde os seus 11 anos até os 16.
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domingo, 22 de maio de 2016
A Garota Que Saltava No Tempo
Olá, pessoas, como vão? Aqui está bem frio hoje, e é por
este motivo que decidi pegar minha coberta e escrever este artigo sobre um
diretor de animações que considero quase no mesmo nível que Hayao Miyazaki e
Isao Takahata do Studio Ghibli. Seu nome é Mamoru
Hosoda. Como o nome já indica, ele é japonês (ah vá) e já trabalhou como
animador em séries famosas como Dragon Ball, Digimon e One Piece, tanto que
seus primeiros trabalhos diretoriais foram longas-metragens dessas séries.
Hosoda tinha até sido escolhido para dirigir a famosa produção O Castelo Animado do Studio Ghibli, mas fontes indicam que falhou em criar um conceito
digno aos padrões de estúdio. É gente, trabalhar no estúdio do Miyazaki não é
moleza não.
Contudo, essa possível frustração em sua carreira possibilitou a execução de seu primeiro trabalho como diretor de verdade, ao poder exercer maior liberdade criativa, em um filme chamado A Garota Que Saltava No Tempo. Lançada em 2006 pela Madhouse (estúdio que produz BILHÕES de animes), a produção é uma adaptação/sequência espiritual de um romance japonês do mesmo nome, o qual conta a história de uma garota com a habilidade de dar saltos temporais que a permitem viajar no tempo.
Contudo, essa possível frustração em sua carreira possibilitou a execução de seu primeiro trabalho como diretor de verdade, ao poder exercer maior liberdade criativa, em um filme chamado A Garota Que Saltava No Tempo. Lançada em 2006 pela Madhouse (estúdio que produz BILHÕES de animes), a produção é uma adaptação/sequência espiritual de um romance japonês do mesmo nome, o qual conta a história de uma garota com a habilidade de dar saltos temporais que a permitem viajar no tempo.
sexta-feira, 15 de janeiro de 2016
Anomalisa
E a temporada de filmes indicados ao Oscar começou! Nós aqui do Goomba Reviews tentaremos assistir o máximo possível de filmes "pré-oscarizados" para discutir com vocês nossas impressões sobre estas obras. E lá vamos nós então!
Anomalisa é um filme de animação realizado em stop-motion, aquela técnica de posar e fotografar, extremamente cansativa e demorada, mas que deixa sempre um resultado lindo visualmente. Mas acreditem, é um saco de fazer! Enfim, voltando...
Charlie Kaufman, conhecido por sucessos nas crítica como “O brilho eterno de uma mente sem lembranças” e “Pequena Miss Sunshine” é quem assina a direção e o roteiro, ao lado de Duke Johnson (mestre em stop-motion).
Charlie Kaufman, conhecido por sucessos nas crítica como “O brilho eterno de uma mente sem lembranças” e “Pequena Miss Sunshine” é quem assina a direção e o roteiro, ao lado de Duke Johnson (mestre em stop-motion).
domingo, 10 de janeiro de 2016
Blackstar
Essa análise foi escrita um dia antes da morte de David Bowie. O álbum agora adquiriu outro significado para mim, pois vejo que foi sua mensagem de despedida para nós, um relato de seus últimos dias e do ícone que se tornou.
Mas não irei modificá-la.
Bowie deixou seu último presente para nós e foi para outro lugar. Seu legado continuará eterno neste mundo.
Obrigado por tudo.
"He trod on sacred ground, he cried loud into the crowd"
1947 - 2016
_____________________
Bom, foi em 2011 que escrevi minha última análise sobre um álbum. É, eu tinha 15 anos. Agora, em 2016, com o novo lançamento de um dos artistas de rock mais influentes de todos os tempos, é hora quebrar o hiato de cinco anos.
Mas não irei modificá-la.
Bowie deixou seu último presente para nós e foi para outro lugar. Seu legado continuará eterno neste mundo.
Obrigado por tudo.
"He trod on sacred ground, he cried loud into the crowd"
1947 - 2016
_____________________
Bom, foi em 2011 que escrevi minha última análise sobre um álbum. É, eu tinha 15 anos. Agora, em 2016, com o novo lançamento de um dos artistas de rock mais influentes de todos os tempos, é hora quebrar o hiato de cinco anos.
O camaleão
do rock está de volta! Tendo pegado todo mundo de surpresa em 2013 com um novo
álbum após estar inativo por 11 anos, David Bowie lançou seu vigésimo-quinto álbum ontem
– dia 8 de janeiro de 2016, mesma data que completou 69 anos. E olha, ele não
poderia comemorar seu aniversário de maneira melhor! Blackstar é um dos álbuns
mais ambiciosos do artista, com canções muito além do pop e rock que permearam
sua carreira nos anos 80 e 2000 e que quase se igualam aos seus maiores
sucessos da década de 70 em questão de experimentalismo.
Mas devo
dizer que o que mais me intrigou nesta obra foi uma certa estrutura que
enxerguei nela. A meu ver, todas as músicas se conectam, se comunicam entre si,
formam uma história que vai progredindo de canção a canção. Porém, isso
acontece de forma inversa, ou seja, a história começa na última faixa e termina
na primeira. Talvez seja só loucura da minha cabeça, talvez não seja, pois
vendo todo o simbolismo e a ambiguidade presente nos clipes das duas faixas
principais do álbum, é bem possível que tenha algo por trás.
Portanto,
farei uma análise diferente dessa vez – escreverei sobre cada música do álbum,
mas começando pela última e terminando na primeira. Assim consigo explicar
melhor a história que percebi na obra.
quarta-feira, 15 de julho de 2015
Sussurros do Coração - 20 anos
Hoje é um dia muito especial para mim. Hoje é o dia que um certo filme está completando 20 anos. O nome deste filme é Sussurros do Coração, ou Whisper of the Heart, se preferir em inglês, ou Mimi o sumaseba, para quem gosta de chamar pelo nome original em japonês.
Produzido pelo Studio Ghibli e dirigido pelo saudoso Yoshifumi Kondō, com roteiro de Hayao Miyazaki, a animação nos leva pela vida de Shizuku, uma garota de 14 anos que vive o dia-a-dia sem preocupações, que gosta muito de ler livros, de escrever poesias e de traduzir músicas. Sua vida muda quando ela conhece Amasawa Seiji, um garoto que sonha em ser artesão de violinos e já treina para fazê-lo. Ao encontrá-lo, Shizuku começa a pensar em coisas a respeito de seu futuro que não haviam pairado em sua mente antes e então sua vida dá uma guinada para tomar um rumo diferente. Devo dizer que não é apenas a vida dela que muda, mas também a de quem assiste a essa obra com o coração aberto.
À primeira vista o filme pode se parecer um simples romance, mas na verdade ele trata da busca pela inspiração e pela criatividade, dos anseios de uma garota em expressar seus sentimentos e sua arte através da escrita e de como o processo para se alcançar isso é longo e árduo. Então deixe que eu me expresse a respeito dessa obra pela qual sinto extremo afeto e admiração em um dos artigos mais pessoais que já escrevi.
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