Mostrando postagens com marcador World Masterpiece Theater. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador World Masterpiece Theater. Mostrar todas as postagens

domingo, 28 de janeiro de 2018

The Story of Perrine


Se você acompanha o blog há um tempo, deve ter ouvido falar sobre os animes do World Masterpiece Theater, dos quais eu fiz algumas análises aqui. Desde dezembro de 2016 que não escrevo sobre nenhum deles, visto que alguns trabalhos mais recentes chamaram a minha atenção, trocando o meu foco estrito em animações antigas.

Mas isso não quer dizer que parei de vê-los. No começo de 2017, assisti ao anime de 1978 do WMT, The Story of Perrine (Perrine Monogatari), adaptação do romance francês En Famille de Hector Malot. Lançada um ano antes de Anne of Green Gables e dois anos depois de Marco, dois trabalhos merecedores do título de obras-primas, como será que esse se compara a estes dois gigantes?

sábado, 24 de dezembro de 2016

Romeo's Blue Skies



Em outubro, decidi assistir a uma série dos anos 90 do World Masterpiece Theater para tirar a prova viva de que as produções eram fracas se comparadas às dos anos 70. O que ficou comprovado, no entanto, é que essa afirmação era na verdade uma baita mentira, pois Little Women II acabou se tornando uma de minhas animações favoritas do bloco (leia meu review). Com isso em vista, parti para mais uma da década de 90 que veio dois anos depois dessa para conferir se a qualidade se manteve.

Romeo’s Blue Skies (jp: Romeo no Aoi Sora), de 1995, é uma adaptação do romance suíço Die schwarzen Brüder (The Black Brothers). A animação nos mostra a história de um garoto que deve sobreviver em condições precárias como limpador de chaminés em Milão, Itália após ser vendido para ajudar sua família. Infelizmente, a popularidade do World Masterpiece Theater já estava em declínio ao lançamento dessa produção, o que fez com que ela contasse com apenas 33 episódios, algo que prejudicou o desenvolvimento da história.



domingo, 13 de novembro de 2016

Little Women II: Jo's Boys


E meu reviews sobre as animações do World Masterpiece Theater continuam! Dessa vez quis tirar a prova viva em relação às séries de 1990 do bloco, as quais li que eram consideradas muito inferiores às dos anos 70. A minha escolha talvez tenha sido um tanto incomum, já que decidi assistir a uma produção que é uma sequência de outra dos anos 80, mas procurei me certificar de que não precisava assistir à anterior para não ficar perdido. Para ser bem sincero, essa não é a primeira vez que assisto sequências antes do produto original. Fiz isso com os filmes de Rocky, Rambo e Star Trek – comecei ambas as franquias assistindo aos filmes de número 4. Agora, chega de curiosidades inúteis e vamos ao artigo.

Little Women II: Jo’s Boys (jp: Wakakusa Monogatari: Nan to Jo-sensei) é a série de 1993 do World Masterpiece Theater , baseada no romance Little Men da escritora estadunidense Louisa May Alcott. A animação se passa em uma pequena vila rural dos Estados Unidos onde está situada a escola Plumfield. É neste local que acompanhamos a vida dos diversos alunos que lá estudam, onde os vemos estudando, brincando, encrencando, amando, sonhando e crescendo.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

My Annette (Watashi no Annette)



Depois da experiência negativa que tive com Pollyanna (leia meu artigo), parece que tudo que eu precisava era de um pouco do ar fresco dos Alpes Suíços. É lá onde se passa a animação deste artigo que vos trago: My Annette (Watashi no Annette). Baseada no livro Treasures of the Snow da autora britânica Patricia St. John, a série de 1983 do World Masterpiece Theater nos leva para a pequena vila suíça de Rossinière em 1900, onde conhecemos a história de duas crianças e sua relação de amizade conturbada, porém bela.


domingo, 4 de setembro de 2016

Pollyanna

Em 2014, decidi assistir, por indicação, a um filme do diretor de animação japonês Hayao Miyazaki. Fiquei fascinado. Tive que assistir à filmografia completa dele. Quando terminei, vi que haviam mais filmes do estúdio em que trabalhava e fiquei me perguntando “será que esses outros são tão bons como os dele e com o mesmo estilo de arte”?

Ano passado, foi a vez de eu assistir as séries dirigidas pelo Isao Takahata, também do Studio Ghibli, sobre as quais escrevi aqui para o Goomba (Heidi, Marco e Anne). Vi que elas faziam parte de uma coleção de séries chamada World Masterpiece Theater, composta por adaptações em animação de livros europeus e americanos que eram exibidas no Japão a cada ano a partir de 1974. Ao ver que existiam outras séries sem o envolvimento do Takahata, me veio à cabeça um pensamento igual ao do parágrafo anterior: “não sei se essas séries vão ser tão boas quanto as dele, não sei se tô afim de assistir...”.

Basicamente, o trabalho desses dois diretores é tão espetacular que eu apliquei a eles algo que apelidei de complexo de superioridade em terceira pessoa, em que desdenhava da qualidade de animações que fizessem parte de um conjunto que também contivesse trabalhos destes diretores. Logo percebi que isso era tolice minha e que devia parar de endeusá-los, por mais magnífico que fossem suas obras – eu devia dar chances para os desenhos sem o envolvimento deles.

Em relação ao Studio Ghibli, assisti a todos os filmes do estúdio e pude confirmar que alguns eram tão bons quanto os do Miyazaki e outros não. Um destes se tornou minha obra visual favorita de todos os tempos, apesar de contar com o roteiro de Hayao. Quanto ao World Masterpiece Theater, comecei a missão de assistir todas suas séries mês passado e comecei por esta deste artigo que vos escrevo.




The Story of Pollyanna, Girl of Love (conhecida mais simplesmente como Pollyanna) é a série de 1986 do World Masterpiece Theater, uma adaptação dos livros americanos Pollyanna e Pollyanna Grows Up da escritora Eleanor H. Porter. Durante o curso de seus 51 episódios, acompanhamos a vida de Pollyanna Whittier, uma garotinha órfã com uma visão super otimista do mundo que tenta compartilhar esse seu modo de enxergar as coisas com todos que passam por seu caminho.


domingo, 5 de junho de 2016

Anne of Green Gables


O diretor Isao Takahata dirigiu três séries para o World Masterpiece Theater, o grande marco da animação japonesa em que um livro da literatura ocidental era adaptado em formato de animação (séries, geralmente com um número de episódios por volta de 50) a cada ano. Duas dessas eu assisti ano passado e escrevi artigos para o blog, sendo elas Heidi e Marco. Depois de um ano, finalmente consegui assistir a última série desse grande diretor que tanto idolatro.

Anne of Green Gables é uma produção baseada no livro homônimo de 1908 da autora Lucy Maud Montgomery, talvez o romance mais conhecido do Canadá. Nesta adaptação, temos o deleite de conhecer a história de Anne Shirley, uma garotinha órfã ruiva que é adotada por um casal de idosos (irmão e irmã) para viver em uma vilazinha rural do Canadá. A série consiste em 50 episódios que vão mostrando o crescimento dessa menina desde os seus 11 anos até os 16.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Marco (Dos Apeninos aos Andes)


Quando comecei a me fascinar pelos trabalhos do Studio Ghibli, os filmes do Hayao Miyazaki foram muito mais marcantes para mim do que os de Isao Takahata – exceto Túmulo dos Vagalumes, o qual quem assistiu sabe literalmente o que é uma cachoeira de lágrimas. Apesar das animações de Miyazaki já serem muito diferentes do padrão ocidental, as de Takahata fogem mais ainda desse padrão. Praticamente todos seus trabalhos contém absolutamente nenhum conteúdo de fantasia, com uma temática completamente mundana e realista. Isso é algo inexistente em produções animadas do Ocidente e extremamente raro no Oriente nos dias de hoje. Mas a minha visão a respeito desse tipo de animação e de Takahata mudou completamente ao assistir sua primeira série, Heidi (confira meu artigo). Nunca imaginei que existisse uma animação cuja história fosse movida unicamente pelos sentimentos dos personagens, uma animação onde você cria um vínculo emocional com o personagem (que não é mais visto como um personagem e sim como uma pessoa que é parte de você) ao ponto de compartilhar cada lágrima de tristeza e felicidade com ele. Foi então que finalmente percebi a genialidade de Isao Takahata, o que me levou a assistir outra obra sua.

Marco (conhecida em inglês como 3000 Leagues in Search of Mother) é a segunda série de Takahata para o World Masterpiece Theater, um grande marco da televisão japonesa onde a cada ano era feita uma adaptação em animação de um clássico da literatura infantil ocidental. Depois do sucesso que foi Heidi em 1974, o diretor voltou com a mesma equipe de produção (Miyazaki como designer de cenários e layouts e Yoichi Kotabe como character designer e animador chave) em 1976 e adaptou uma pequena parte do romance italiano Cuore de Edmondo de Amicis, expandindo-a grandiosamente em uma narrativa de 52 episódios.

A série foi exibida no Brasil no final da década de 70, no programa Domingo no Parque do Silvio Santos na TVS, que hoje é
 a SBT. Sendo reprisada pela última vez no comecinho dos anos 80, Marco fez bastante sucesso na época e marcou a infância de muitas pessoas, como podemos ver nos comentários emocionantes desse artigo. Infelizmente, pelo fato da última reprise ter sido nos anos 80, qualquer conteúdo em português brasileiro da série é inexistente. Acredito que tanto Marco quanto Heidi nunca mais foram reprisadas pelo fato de serem completamente fora do paradigma ocidental das séries animadas, afinal acredita-se que esse tipo de entretenimento é voltado exclusivamente para crianças e estas não querem saber de emoções e sentimentos nem de uma série que retrata a realidade.

domingo, 25 de janeiro de 2015

Heidi, A Garota dos Alpes


Eu não sou uma pessoa que costuma assistir muitas séries, mas quando esta envolve os fundadores do Studio Ghibli Isao Takahata e Hayao Miyazaki, sendo considerada a obra que os perm
itiu terem uma carreira bem sucedida, não tenho como deixar de conferir, não é mesmo?

Durante os anos 70 e até os anos 90, diversos clássicos da literatura mundial foram adaptados em animes no Japão em uma série chamada World Masterpiece Theater. A cada ano era exibida uma série na televisão do país e em 1974 foi a vez de Takahata ingressar a sua neste grande marco da animação japonesa.